BEGIN:VCALENDAR
VERSION:2.0
METHOD:PUBLISH
CALSCALE:GREGORIAN
PRODID:-//WordPress - MECv6.6.12//EN
X-ORIGINAL-URL:https://casademetalcultural.com.br/
X-WR-CALNAME:Casa de Metal
X-WR-CALDESC:Casa de Metal
REFRESH-INTERVAL;VALUE=DURATION:PT1H
X-PUBLISHED-TTL:PT1H
X-MS-OLK-FORCEINSPECTOROPEN:TRUE
BEGIN:VEVENT
CLASS:PUBLIC
UID:MEC-831caa1b600f852b7844499430ecac17@casademetalcultural.com.br
DTSTART:20250515T120000Z
DTEND:20260328T210000Z
DTSTAMP:20250428T202400Z
CREATED:20250428
LAST-MODIFIED:20260106
PRIORITY:5
SEQUENCE:12
TRANSP:OPAQUE
SUMMARY:Exposição: “Memórias de Ferro – A Fábrica Ipanema”
DESCRIPTION:A área onde está localizada a Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó (SP), é hoje uma Unidade de Conservação Federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Seu objetivo é proteger, conservar e restaurar o Morro Araçoiaba e seus ambientes associados — os remanescentes de Mata Atlântica e Cerrado paulista — bem como seus atributos naturais, históricos e culturais.\nNo local estão os vestígios de um dos primeiros complexos industriais de produção de ferro a funcionar no Brasil: a Real Fábrica de Ferro de Ipanema. Suas antigas construções, hoje integradas à paisagem e imbricadas à vegetação, acumulam camadas de memória.\nAs relações entre a fábrica, o Morro Araçoiaba e a floresta remontam ao século XIX. Desde sua fundação, o complexo industrial foi continuamente abastecido com os minérios do morro e com o carvão vegetal das matas do entorno, utilizados na produção de ferro. Duas das três cruzes fundidas na primeira corrida do ferro, realizada em 1818, ainda permanecem no local, incorporadas à paisagem.\nA Real Fábrica de Ipanema foi oficialmente fundada em 1810, pouco após a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, como parte de um projeto para desenvolver a indústria nacional. Ao longo do tempo, o empreendimento passou por transições, diferentes gestões e sucessivas transformações, refletindo os diversos interesses e projetos voltados à industrialização do país e à produção do ferro — metal visto naquele momento como estratégico e associado à modernidade.\nO primeiro diretor foi o sueco Carl Gustav Hedberg, responsável pelas instalações iniciais do complexo industrial, com destaque para a construção da barragem no rio Ipanema, que fornecia energia para o funcionamento do maquinário da fábrica. Sob a direção de Varnhagen, foram construídos dois altos-fornos, considerados marcos da siderurgia nacional. Desses fornos saíram muitos artigos necessários ao Brasil do século XIX, como panelas, gradis, escadas, bem como maquinário para engenhos de açúcar — especialmente durante a gestão do engenheiro João Bloem. Outro alto-forno seria instalado já no final do século XIX, sob a gestão do engenheiro Joaquim Souza Mursa.\nParte da infraestrutura desse complexo industrial e de suas tecnologias encontra-se preservada em Ipanema, tornando-a um importante patrimônio da história e da indústria do Brasil.\nO pintor francês Jean-Baptiste Debret retratou a fábrica em uma de suas aquarelas, de 1827. Do mesmo modo, o fotógrafo de origem polonesa Julio Durski realizou uma série de imagens que registraram a fábrica no final do século XIX. Esses são alguns exemplos da iconografia produzida sobre o local que, junto com outras documentações e os estudos que vem sendo realizados sobre Ipanema, revelam diferentes aspectos da sua trajetória e das interlocuções com a história do Brasil.\nDurante mais de um século, a fábrica operou de forma intermitente, atravessando os períodos colonial, imperial e republicano, até encerrar definitivamente suas atividades em 1912. Produziu ferro-gusa, barras, ferramentas, utensílios, peças militares, componentes industriais, entre outros objetos e materiais.\nHoje, em Ipanema, ainda permanecem alguns dos artefatos produzidos ao longo da trajetória da fábrica. São objetos que refletem os distintos momentos e desafios enfrentados pelo empreendimento. No ferro, permanecem as marcas do tempo. Material forte e resistente, o ferro transforma-se ao interagir com o ar, a umidade e o solo. Forjado pelas ações do tempo e pela natureza, adquire diferentes colorações, cria fissuras, forma sedimentos — constrói camadas de memória.\nimg-memorias-ferro-07img-memorias-ferro-08img-memorias-ferro-09img-memorias-ferro-10img-memorias-ferro-01img-memorias-ferro-03img-memorias-ferro-04img-memorias-ferro-05img-memorias-ferro-06img-memorias-ferro-02\n
URL:https://casademetalcultural.com.br/programacao/exposicao-memorias-de-ferro-a-fabrica-ipanema/
CATEGORIES:Exibir na Home Page,linha1
LOCATION:Rua Antonio Comparato, 218 - Campo Belo - São Paulo - SP
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://casademetalcultural.com.br/wp-content/uploads/2025/04/IMG-EVENTO-WEBSITE-MEMORIAS-DE-FERRO-03.jpg
END:VEVENT
END:VCALENDAR
